quarta-feira, maio 14, 2008

sleeveface, os frutos gostosos da procrastinação

sleeveface, um tipo de foto em que parte do corpo é substituída por uma capa de vinil. ilusão, truque de perspectiva. ficam os meus fav's. saquei daqui.


terça-feira, maio 06, 2008

Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos, são naturalmente ridículas

Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. F.P.

segunda-feira, maio 05, 2008

douglas gordon

sexta-feira, maio 02, 2008

let the right one in


Låt den rätte komma in, na versão original.
oskar, gostavas de mim mesmo que eu não fosse uma rapariga?

terça-feira, abril 29, 2008

segunda-feira, abril 28, 2008

as necessidades básicas ou como se despe a vida do que não interessa

I ran up six flights of stairs
to my small furnished room
opened the window
and began throwing out
those things most important in life

First to go, Truth, squealing like a fink:
"Don't! I'll tell awful things about you!"
"Oh yeah? Well, I've nothing to hide... OUT!"
Then went God, glowering & whimpering in amazement:
"It's not my fault! I'm not the cause of it all!"

"OUT!"
Then Love, cooing bribes:
"You'll never know impotency!
All the girls on Vogue covers, all yours!"
I pushed her fat ass out and screamed:
"You always end up a bummer!"
I picked up Faith Hope Charity

all three clinging together:
"Without us you'll surely die!"
"With you I'm going nuts! Goodbye!"

Then Beauty... ah, Beauty -
As I led her to the window
I told her: "You I loved best in life

... but you're a killer; Beauty kills! "
Not really meaning to drop her
I immediately ran downstairs
getting there just in time to catch her
"You saved me!" she cried
I put her down and told her: "Move on."

Went back up those six flights
went to the money
there was no money to throw out.
The only thing left in the room was Death
hiding beneath the kitchen sink:
"I'm not real!" It cried

"I'm just a rumor spread by life... "
Laughing I threw it out, kitchen sink and all
and suddenly realized Humor
was all that was left --
All I could do with Humor was to say:
"Out the window with the window!"

Gregory Corso, The Whole Mess... Almost

domingo, abril 27, 2008

achados na net, I

www.descartavel.com
just what you're looking for
não me achei lá. que estranho.

segunda-feira, abril 21, 2008

o maior do mundo por 11 meses e 23 dias

entrei no chrysler às 8h40. fiz rodar a porta dourada com luvas de cabedal. o interior é marmório e lá dentro são os anos 30. durante 11 meses o chrysler foi o maior edifício do mundo. para mim vai ser sempre o melhor.

When it's three o'clock in New York, it's still 1938 in London

sábado, abril 19, 2008

Nobody is healthy in London, nobody can be, diz a jane austen

sexta-feira, novembro 02, 2007

a foto mais antiga de um tornado

1884 August 28, 22 miles southwest of Howard, South Dakota, NOAA's National Weather Service. E lembrei-me das harpias. meio mulheres meio pássaros, a encarnação da natureza destruídora do vento. tornados. invulneráveis, destruiam tudo à sua passagem. e roubavam criancinhas. o tornado, tornar. às vezes é preciso um abanão para sermos outra coisa.

sexta-feira, setembro 28, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

eu sei que o sintoma tem andado bizarro mas não consigo evitá-lo

o nosso jantar de ontem. antes de irmos dar um encosto de bateria no carro da bolacha.

sexta-feira, setembro 21, 2007

blink ou como todos já sabiamos instintivamente que aqueles quadros dos meninos que choram não auguravam nada de bom

uma reportagem de 4 de Setembro de 1985 do jornal britânico The Sun confirmou finalmente ao mundo que havia qualquer coisa de errado com o menino que chora.

a notícia punha a denuncia na boca de um bombeiro de uma corporação local. segundo este, todas as casas que haviam ardido no passado ano tinham uma réplica desse quadro produzido em massa.

o jornal investigou e pôs a lenda nos anais da cultura pop. é assim que se conta:
os quadros foram pintados na década de 70 e 80 por Bragolin, um artista falhado italiano que encontrou a sua galinha dos ovos de ouro na reprodução de quadros de pobres crianças chorosas. ao que parece bragolin não tratava bem os seus modelos, tinha problemas de alcóol e acabou por morrer queimado num acidente de carro. diz-se que os espíritos revoltados de bragolin e das crianças que maltratou estão aprisionados nos quadros. daqui aos incêndios nas casas é só continuarmos crédulos.

hoje há montes de sites na net que mostram nos quadros indícios do demo. como este.
a notícia teve um impacto tremendo. os populares juntaram-se e fizeram piras enormes. milhares de quadros foram queimados.

há umas semanas ofereci um ao luis. o que está aqui na imagem. ele tem-no mantido estrategicamente na minha casa. ainda não aconteceu nada de mal. a ver vamos.

quarta-feira, setembro 19, 2007

o síndrome bolo de arroz


o bolo de arroz é aquele bolo que insiste em estender a mão e apresentar-se de cada vez que nos cruzamos com ele, acidentalmente, num sítio público. estamos nós distraidamente a prescrutar uma montra, distraidamente à procura de uma doçura que nos cure os males de alma e lá está ele, com a sua gargantilha, o bolo de arroz, a gritar o seu próprio nome.

a faixa esbranquiçada com as letras azuis, garrafais, a gritar "olá, eu sou o bolo de arroz", "olá, eu sou diferente, eu sou o único bolo com uma gargantilha", "eu não me misturo com os restantes bolos", "ó para mim que só me dou com os queques". incomoda.

nós não queremos nada com ele. mas ele insite em apresentar-se, numa técnica de "eu tou-te a ver, eu sou o bolo de arroz, agora que já sabes o meu nome vamos passar à parte em que me comes".

a psicologia de algibeira, de rua, de esquina, a psicologia barata e de revistas, aponta-nos claramente para uma patologia: um fermentado complexo de inferioridade.
No meio de uma montra, os bolos calam-se. São as suas características que falam por si: o creme fala pela bola de berlim, a base estaladiça fala pelo pastel de nata, a consistência etérea das natas fala pelo duchaise.
mas o bolo de arroz sabe que é só farinha e ovos com açucar por cima. sabe que nenhuma das suas características conquistam. por isso grita. tenta afirmar-se. começa a agir de maneira diferente. a armar-se em parvo.

as pessoas que são como o bolo de arroz deviam saber que há mercado para a simplicidade. que há quem aprecie a reserva e a naturalidade. não se apetrechem de argumentos. não gritem. não façam palhaçada. nos bolos como nas pessoas cada um vale o que vale. ámen.

neighbours

hoje vou ter um vizinho novo, duas ruas atrás da minha. tanto quanto sei vai ser um tipo pacato, não se vai intrometer, não me vai pedir um pacote de leite, sal ou salsa, e definitivamente não há-de chamar a policia se a minha casa for um arraial às 2h da manhã. o aquilino ribeiro mudou-se hoje para a minha zona, sou capaz de ir visitá-lo de vez em quando.

quarta-feira, setembro 05, 2007

emotionomics


quinta-feira, agosto 23, 2007

virar na altura certa

Por reparos alheios e auto-análise, achei que devia mudar a minha maneira de escrever.
Vou deixar de usar expressões em inglês, diminutivos ou abreviaturas. De agora em diante, quem ler este blogue, vai-se cruzar apenas com um português genuíno e encorpado, à antiga. Nada de cosmopolitices, e este foi o meu último neologismo. Vou passar a pôr acentos também. E a começar as frases por maiúsculas. Eu sei que isto não vai passar de uma boa intenção, mas a verdade é que tenho mesmo que me disciplinar. Tenho que martelar as teclas com mais tino. Quem vir um erro, denuncie-o à Guarda Nacional Gramatical ou à Polícia de Segurança Semântica, a mim.

sexta-feira, agosto 03, 2007

já ouviste? - I

eu tenho um tal respeito pelos livros. como a minha avó tem pelo pão. eu não deito um livro fora. antónio lobo antunes, no pessoal e transmissível aqui.

quinta-feira, agosto 02, 2007

o guardian diz que o punk faz anos

faz 30. vamos soprar as velas à anarquia, aos alfinetes de ama, ao cuspo, aos rasgões, à grande casa de banho que é a rua, às agressões à rainha, ao desespero e às drogas, uma salva de palmas para a primeira vez que se percebeu que não ha futuro.
a minha preferida:
She was a girl from Birmingham
She just had an abortion
She was case of insanity
Her name was Pauline, she lived in a tree
She was a no one who killed her baby
She sent her letters from the country
She was an animal
She was a bloody disgraceB
ody! I'm not an animal Body! I'm not an animal
Dragged on a table in factory
Illegitimate place to be
In a packet in a lavatory
Die little baby screaming
Body screaming fucking bloody mess
Not an animalIt's an abortion
Body! I'm not animal
Mummy! I'm not an abortion[Spoken]
Throbbing squirm,gurgling bloody messI
'm not a discharge
I'm not a loss in protein
I'm not a throbbing squirm
Fuck this and fuck that Fuck it all and fuck a fucking brat
She don't wanna baby that looks like that
I don't wanna baby that looks like that
Body, I'm not an animal
Body, an abortionBody!
I'm not an animal
Body! I'm not an animal
An animalI'm not an animal.....I'm not an abortion.....Mummy! UGH!
sex pistols, bodies