segunda-feira, abril 21, 2008

o maior do mundo por 11 meses e 23 dias

entrei no chrysler às 8h40. fiz rodar a porta dourada com luvas de cabedal. o interior é marmório e lá dentro são os anos 30. durante 11 meses o chrysler foi o maior edifício do mundo. para mim vai ser sempre o melhor.

When it's three o'clock in New York, it's still 1938 in London

sábado, abril 19, 2008

Nobody is healthy in London, nobody can be, diz a jane austen

sexta-feira, novembro 02, 2007

a foto mais antiga de um tornado

1884 August 28, 22 miles southwest of Howard, South Dakota, NOAA's National Weather Service. E lembrei-me das harpias. meio mulheres meio pássaros, a encarnação da natureza destruídora do vento. tornados. invulneráveis, destruiam tudo à sua passagem. e roubavam criancinhas. o tornado, tornar. às vezes é preciso um abanão para sermos outra coisa.

sexta-feira, setembro 28, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

eu sei que o sintoma tem andado bizarro mas não consigo evitá-lo

o nosso jantar de ontem. antes de irmos dar um encosto de bateria no carro da bolacha.

sexta-feira, setembro 21, 2007

blink ou como todos já sabiamos instintivamente que aqueles quadros dos meninos que choram não auguravam nada de bom

uma reportagem de 4 de Setembro de 1985 do jornal britânico The Sun confirmou finalmente ao mundo que havia qualquer coisa de errado com o menino que chora.

a notícia punha a denuncia na boca de um bombeiro de uma corporação local. segundo este, todas as casas que haviam ardido no passado ano tinham uma réplica desse quadro produzido em massa.

o jornal investigou e pôs a lenda nos anais da cultura pop. é assim que se conta:
os quadros foram pintados na década de 70 e 80 por Bragolin, um artista falhado italiano que encontrou a sua galinha dos ovos de ouro na reprodução de quadros de pobres crianças chorosas. ao que parece bragolin não tratava bem os seus modelos, tinha problemas de alcóol e acabou por morrer queimado num acidente de carro. diz-se que os espíritos revoltados de bragolin e das crianças que maltratou estão aprisionados nos quadros. daqui aos incêndios nas casas é só continuarmos crédulos.

hoje há montes de sites na net que mostram nos quadros indícios do demo. como este.
a notícia teve um impacto tremendo. os populares juntaram-se e fizeram piras enormes. milhares de quadros foram queimados.

há umas semanas ofereci um ao luis. o que está aqui na imagem. ele tem-no mantido estrategicamente na minha casa. ainda não aconteceu nada de mal. a ver vamos.

quarta-feira, setembro 19, 2007

o síndrome bolo de arroz


o bolo de arroz é aquele bolo que insiste em estender a mão e apresentar-se de cada vez que nos cruzamos com ele, acidentalmente, num sítio público. estamos nós distraidamente a prescrutar uma montra, distraidamente à procura de uma doçura que nos cure os males de alma e lá está ele, com a sua gargantilha, o bolo de arroz, a gritar o seu próprio nome.

a faixa esbranquiçada com as letras azuis, garrafais, a gritar "olá, eu sou o bolo de arroz", "olá, eu sou diferente, eu sou o único bolo com uma gargantilha", "eu não me misturo com os restantes bolos", "ó para mim que só me dou com os queques". incomoda.

nós não queremos nada com ele. mas ele insite em apresentar-se, numa técnica de "eu tou-te a ver, eu sou o bolo de arroz, agora que já sabes o meu nome vamos passar à parte em que me comes".

a psicologia de algibeira, de rua, de esquina, a psicologia barata e de revistas, aponta-nos claramente para uma patologia: um fermentado complexo de inferioridade.
No meio de uma montra, os bolos calam-se. São as suas características que falam por si: o creme fala pela bola de berlim, a base estaladiça fala pelo pastel de nata, a consistência etérea das natas fala pelo duchaise.
mas o bolo de arroz sabe que é só farinha e ovos com açucar por cima. sabe que nenhuma das suas características conquistam. por isso grita. tenta afirmar-se. começa a agir de maneira diferente. a armar-se em parvo.

as pessoas que são como o bolo de arroz deviam saber que há mercado para a simplicidade. que há quem aprecie a reserva e a naturalidade. não se apetrechem de argumentos. não gritem. não façam palhaçada. nos bolos como nas pessoas cada um vale o que vale. ámen.

neighbours

hoje vou ter um vizinho novo, duas ruas atrás da minha. tanto quanto sei vai ser um tipo pacato, não se vai intrometer, não me vai pedir um pacote de leite, sal ou salsa, e definitivamente não há-de chamar a policia se a minha casa for um arraial às 2h da manhã. o aquilino ribeiro mudou-se hoje para a minha zona, sou capaz de ir visitá-lo de vez em quando.

quarta-feira, setembro 05, 2007

emotionomics


quinta-feira, agosto 23, 2007

virar na altura certa

Por reparos alheios e auto-análise, achei que devia mudar a minha maneira de escrever.
Vou deixar de usar expressões em inglês, diminutivos ou abreviaturas. De agora em diante, quem ler este blogue, vai-se cruzar apenas com um português genuíno e encorpado, à antiga. Nada de cosmopolitices, e este foi o meu último neologismo. Vou passar a pôr acentos também. E a começar as frases por maiúsculas. Eu sei que isto não vai passar de uma boa intenção, mas a verdade é que tenho mesmo que me disciplinar. Tenho que martelar as teclas com mais tino. Quem vir um erro, denuncie-o à Guarda Nacional Gramatical ou à Polícia de Segurança Semântica, a mim.

sexta-feira, agosto 03, 2007

já ouviste? - I

eu tenho um tal respeito pelos livros. como a minha avó tem pelo pão. eu não deito um livro fora. antónio lobo antunes, no pessoal e transmissível aqui.

quinta-feira, agosto 02, 2007

o guardian diz que o punk faz anos

faz 30. vamos soprar as velas à anarquia, aos alfinetes de ama, ao cuspo, aos rasgões, à grande casa de banho que é a rua, às agressões à rainha, ao desespero e às drogas, uma salva de palmas para a primeira vez que se percebeu que não ha futuro.
a minha preferida:
She was a girl from Birmingham
She just had an abortion
She was case of insanity
Her name was Pauline, she lived in a tree
She was a no one who killed her baby
She sent her letters from the country
She was an animal
She was a bloody disgraceB
ody! I'm not an animal Body! I'm not an animal
Dragged on a table in factory
Illegitimate place to be
In a packet in a lavatory
Die little baby screaming
Body screaming fucking bloody mess
Not an animalIt's an abortion
Body! I'm not animal
Mummy! I'm not an abortion[Spoken]
Throbbing squirm,gurgling bloody messI
'm not a discharge
I'm not a loss in protein
I'm not a throbbing squirm
Fuck this and fuck that Fuck it all and fuck a fucking brat
She don't wanna baby that looks like that
I don't wanna baby that looks like that
Body, I'm not an animal
Body, an abortionBody!
I'm not an animal
Body! I'm not an animal
An animalI'm not an animal.....I'm not an abortion.....Mummy! UGH!
sex pistols, bodies

terça-feira, julho 31, 2007

acho que vão trocar umas ideias pelo caminho

bye bye antonioni baby. já não falta mais nenhum, pois não?

bye bye bergman baby

If I have been feeling worried or sad during the day, I have a habit of recalling scenes from childhood to calm me. So it was this evening.

segunda-feira, julho 30, 2007

diz o roth ao nu

there's no remaking reality - she told him. Just take it as it comes. Hold your ground and take it as it comes.
Everyman, pag. 5

sexta-feira, julho 27, 2007

o meu primeiro narrowcast, II

dois gatos, um clássico, tempo livre. enjoy com o volume no máximo.

quinta-feira, julho 26, 2007

sobre coisas que desaparecem e uma pinga de coolness about it

the zombies, she's not there. com sing along e tudo
Well, no one told me about her, the way she lied. Well, no one told me about her, how many people cried. But it's too late to say you're sorry, how would I know, why should I care? Please don't bother trying to find her, she's not there.

quarta-feira, julho 25, 2007

às vezes dobramos uma esquina numa cidade que não conhecemos e damos por nós no meio de uma banalidade. é isso.

A - azeitonas e consequentemente azia
B - o lado B
C - eu e céu azul com duas nuvens brancas esfarrapadas
D - diamantes e drive-thrus
E - egas e eggs
F - fun fun fun

G - gyozi
H - hoje
I - indiano! spicy!
J - junkies javardos joanetes
K - super homem

L - leila, odeio-te por me obrigares a fazer isto
M - manteiga ao quilo
N - nenufares carnudos
O - pá, não sei
P - periquita
Q - nenhuma palavra relevante começa por esta letra
R - rolinhos adesivos para tirar os pelos das camisolas merecem o nóbel
S - sandra sónia susete
T - costeletas
U - ulisses

V - oh dear who dear me dear yes dear vamos ver se dura
X - xanax no plural

Z - zénite

terça-feira, julho 24, 2007

o meu primeiro narrowcast

gatinho diz os clássicos
you - charles bukowski

segunda-feira, julho 23, 2007

como me encontram, II

sitemeter, os referrels dos que chegam ao meu blog:
"trifene 200 corta o efeito da pilula?"
"advantage para pulgas acima de 4 quilos preço"
"jogo barbie shopping spree"
"fumar faz mal aos pulmoes"
"desenhos de enfermeiras bonitonas"
"ritual de escamamento de pele"
"casting coro gospel lisboa"

terça-feira, julho 10, 2007

dear wendy, não sei se foi de propósito mas acho que violaste o dogma

apesar de três quartos dos filmes dogma 95 se encaixarem estatisticamente na categoria "que estupidez do caralho", eu sempre simpatizei com a higiene moral do dito movimento - cenários reais, iluminação natural, som original, tempo e espaço bem definidinhos, nada de acção superficial, nem de pós produção, tudo lavadinho, cruzinho, real, assim.
agora hoje, há pouco alias, vim do cinema boquiaberta porque assisti a uma violação de tudo o que é moralidade dogmática e afim. fui ver o dear wendy. dear wendy tem, sim, a manipulaçãozinha emocional, os coitadinhos, os outsiders, outliers, outcenas, o caminhar lento para um fim esperado e pesado e ridiculo, mas depois é tudo um folklore visual, não é higiénico.
o vinterberg pegou nas leizinhas todas do dogma e violou-as repetidamente, uma a uma numa hora e meia. mas como nem tudo é mau, hoje descobri que o vinterberg fez este video dos blur que se não é lindo não sei o que é.

terça-feira, julho 03, 2007

durou o tempo de um cigarro

i can't help but wonder

o pessoal que é tipo bué espiritual é o que se preocupa mais com o corpo.
e o oposto, o pessoal que nao tem pingo de crenças, o pessoal que acredita mais na vida e no material, caga bem para o material que tem em cima dos ossos.
why?