quarta-feira, março 28, 2007

ando a ler horoscopos

e a escolher as coisas de maneira pseudo-cientifica. a pôr regras em mim e sentido que não há em tudo o que me dizes. é uma compulsão analisar as migalhas que deixaste na mesa. dizem: sim, catarina, vamos comer bolos, fumar e jogar ao pisa? ou não? ever fallen in love with someone you shouldn't have fallen in love with?

domingo, março 25, 2007

quando desencalhar não está na calha, resta-nos a parvoíce

há gente que merece o seu estado civil, quem está mesmo a pedi-las, quem nasceu para estar no barco e emusguecer no tollan. por isso, we girls e o joão, quando nos vimos a partilhar o tecto do grémio com estes trintões baixotes e mal calçados (nem vou falar de cabelo) amotinámo-nos.na calha estava a revolta. era queimar aqueles cartões verdes espezinhá-los e cuspir sobre os seus tumulos. encalhados mas não desesperados.

sexta-feira, março 02, 2007

ao contrário do que se podia esperar

não há fotos das mudanças. as ultimas 3 semanas foram de furos e parafusos. almoços, lanches e jantares no chão. horas a olhar para desenhos suecos e 4 divisões depois devo dizer que estou puzzled e desiludida por o ikea não colocar junto dos saquinhos das porcas e dos parafusos um outro saco com mini senhores de dar à corda que nos montassem o raio dos contra-placados frouxos uns contra os outros. mudo-me de vez este fim de semana.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

a minha cabeça anda assim

all in my head - good shoes




I'm a talented artist but my heart's not in it
I'm a good shag but I find nobody fit
I play in a band but I've got no talent I
spit and I drawl but I just don't change a thing

It's all in my head
All my hopes and my fears

And I lay it all out
For you all to see and it's
All in my head

I work nine to five but I want to get out
I watch the TV but I want to be an inspiration
I write it all down but nobody reads
You never will and it's so obscene

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

o conto popular português e o desenho animado japonês ou porque é que nós somos como somos

depois de ver a viagem de chihiro (tão queridamente dado a ver pela sara) mudei de penteado, mais como o da heroína, e reforcei teorias sobre o ser português, pois que como nos diz a psicologia, só vendo os outros é que criamos uma imagem de nós próprios. o herói japonês não é um coitadinho involuntário como o português. não nasce com um dom ou uma maleita que mais tarde se prova valiosa.

o herói japonês não consegue o sucesso porque ouviu acidentalmente uma coisa, ou porque foi espertalhaço e enganou o lobo. não, só depois de duras provas de empenho e respeito o consegue. ah pois é. é por bebermos leite em pequenos que nos tornamos mais altos. deviam alimentar-nos de estórias melhores, também. ficam imagens da chihiro, que estou perdida de amores por ela.

domingo, janeiro 21, 2007

cada macaco no seu galho e o resto é paródia

há que saber distinguir uma trend de uma tendency. diz-me a minha chefe todos os dias e eu inculquei. amigas, não levem o fosforescente demasiado a sério, o neo-rave é uma palhaçada que não está para ficar e que só há de voltar para nos enchovalhar.

red eyes and tears

black rebel motorcyle club é a banda, a clara é o assunto.
meu amor, que os olhos vermelhos fiquem para as fotos, como esta. Que os olhos vermelhos venham de noites demasiadamente bem passadas ou de quando se sai toda salgada da água, que venham de um choro compulsivo por um amor que já ardeu tudo ou de uma lente de contacto ramelosamente presa no canto de um olho. digam o que disserem, as lágrimas não devem vir do trabalho. jamais (em francês).
este post é de sigue sigue sputnick. de até já em macau ou numa outra chafarica publicitária em que nos encontremos, que este meio é mais pequeno que um ponto negro.
lov'ia too much. os meus beijinhos todos são pra ti.
respect.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

a morte do artista



é, eu agora tenho muito tempo livre, sim.

terça-feira, janeiro 02, 2007

cenas parvas que se fazem com o powerpoint e depois com o movie maker

pop-ularize

o sintoma popular gosta de klaxons e não é só por klaxons terem cores fosforescentes, se bem que esse já seria motivo suficiente. o sintoma gosta de klaxons porque os klaxons achincalham icones e referências. para além de me terem abanado o capacete (cada vez mais farfalhudo), os fosforescentes rebentos do neo-rave brincam com referências que nos últimos dias se meteram na minha vida, curiosamente.

senão vejamos:

magick without tears - livro do shuazíssmo aleister crowley


gravity's rainbow - livro do ainda ligeiramente desconhecido por mim thomas phynchon


true.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

no cockpit de 2007 - resoluções de ano novo

- não ter que pedir dinheiro aos papis mesmo com a subida das taxas de juro
- chegar sempre a horas ao trabalho
- manter os 50 quilos
- ler pelo menos 3 livros de trabalho
- ler pelo menos 10 livros de lazer
- ver pelo menos um filme novo e um filme antigo por semana
- ter aulas de guitarra ou ser uma excelente auto-didata
- pôr aparelho nos dentes
- marcar encontro com todas as amigas antigas, uma de cada vez
- não fumar mais do que 5 maços por semana
- não comprar mais do que um par de sapatos por mês
- apaixonar-me big time

o fogo de 2007

vamos todos imaginar que está em alta resolução.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

oh tão wagner foi à provincia no séc XXI

filme do caraças que comprei para mim como prenda de natal. apropriado à época, não é?


Nota de Intenções:
«No mundo longínquo dos subúrbios e da província portuguesa há um submundo escondido, sórdido e violento: a vida da noite, do alterne, da prostituição e do tráfico. De todo o tipo de tráfico. Um mundo escondido onde a vida não tem preço e onde tudo se vende.Mas um mundo onde os afectos e o amor continuam a resistir no meio da sordidez extrema e onde a redenção e a esperança ainda são possíveis. É assim que uma peça de Eurípides, "Ifigénia em Aulis", a história da desgraça de uma família provocada pelo erro de um pai, se transforma na tragédia de uma família portuguesa mergulhada no mundo dos bares de alterne, perdida na vida da noite, no meio da província, no meio de nada...»
João Canijo
- Noite Escura

mai nada.

sobre cenas

- Elinor, have you no feelings?
- Yes, but I govern them.

em Sense and Sensibility

sábado, dezembro 23, 2006

é natal

leia-se na foto: it is better to act as if something just fell from the sky.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

hoje é sexta feira à noite. yeah.

the blow - pile of gold

domingo, dezembro 17, 2006

há um ano, no inicio do blog, cabelo a menos de metade


de resto, era tudo muito semelhante.

tou tão gira, tão menina do tupperware, que vou por.

é oficial

a queca e o subúrbio já não é só uma piada com muito pouca piada, é um blog.
me and my girls, e o joão :) juntámo-nos para falar dos nossos arquétipos, dos nossos amigos, da queca no suburbio. estórias tristes dos outros contadas na primeira pessoa, em discurso directo.

ide, que nós vamos por um counter.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

stardust may be the basis for life on earth

diz o guardian que os cometas podem ter trazido os ingredientes base para a formação de vida na terra, o que para além de cientificamente lógico, é uma coisa bonita, não é?
consta que os cometas têm um rico leque de ingredientes que, assentando na terra e misturando-se com outras cenas, deram o kick-off para esta coisa a que chamamos vida (eu sei que não sou muito clara).
os cometas são bolas cheias de cenas resultantes do big bang que arranjaram uma órbita excentrica ao sol. como na sua origem os planetas recem-formados, alinhados pelo sol, estavam tão hot hot nada de organico que ali houvesse resistiu. Foram os cometas que ao longo dos anos (milhões) foram deixando coisitas. mas enfim, parece que só a terra tinha as condições para as fazer crescer. e chegámos a isto que temos hoje.
não tenho mais tempo. só para partilhar uma coisa que achei nice, fomos todos paridos do Ziggy.

Ziggy played guitar, jammin' good with Weird and Gilly,
The spiders from Mars, he played it left hand
But made it too far
Became the special man, then we were Ziggy's band
Ziggy really sang, screwed up eyes and screwed down hairdo
Like some cat from Japan, he could lick 'em by smiling
He could leave 'em to hang
Came on so loaded man, well hung and snow white tan
So where were the spiders while the fly tried th break our ballsJ

ust a beer light to guide us
So we bitched about his fans and should we crush his sweet hands?
Ziggy played for time, jiving us that we was voodoo
The kids was just crass.
He was the nazz
With God given ass
He took it all too far, but boy could he play guitar
Making love with his ego, Ziggy sucked up into his mindLike a leper messiah
When the kids had killed the man I had to break up the band
Ziggy Played Guitar

quarta-feira, dezembro 13, 2006

=)

quinta-feira, novembro 30, 2006

segunda-feira, novembro 27, 2006

stop if you think that you've heard this one before

we are all of us living in the gutter, but some of us are looking at the stars.
nem mais meu querido wild, continue a dar lamirés glam a vidas pouco mais do que ordinárias.

sexta-feira, novembro 17, 2006

um dia quando menos se espera vemos um filme que nos restitui a fé

na beleza. uma fé que andava abalada depois de cerca de 6 filmes demasiado banais.
na cinemateca, na quarta.
fui sem nenhuma referência, só porque achei que mesmo sem fé, devia manter o hábito de ir à igreja.
a sala estava muito vazia. os maluquinhos do costume: o sr de 60 anos que anda sempre de calções, o sr que se manifesta (e que nesta sessão disse filhos da puta e o ciume, o ciume), um vagabundo de saco de plástico, que comeu rebuçados embrulhados em celofane o filme todo e nos fodeu o que podia ter sido uma sessão ainda mais do caraças.

realizador hal hartley - tipo que eu não conhecia mas que ao que parece foi alto cena no início dos 90 e perdeu-se.
título simple man - k.i.s.s. - keep it simple, stupid.
argumento mais ou menos: dois irmãos vão em busca do pai, um suposto terrorista que é na verdade apenas um anarca que vive demasiado segundo a cartilha, um womenizer que fugiu da família e da justiça. os dois irmãos: um duro, prático, enganado pela mulher e também ele a fugir à lei. outro mole, intelectual, a fugir ao aborrecimento. os dois uns bonitões improváveis dada a linhagem que nos é dada a conhecer. os dois com perfis de tanto faz, whatever, a minha vida é isto e não desejo mais nada, adn novamente sob dúvida.
acho que se pode dizer que é um filme de viagem: de nova iorque a long island, da dúvida à certeza (ainda que pessimista, é certeza).

Ned: I want adventure. I want romance.
Bill: Ned, there is no such thing as adventure. There's no such thing as romance. There's only trouble and desire.
Ned: Trouble and desire.
Bill: That's right. And the funny thing is, when you desire something you immediately get into trouble. And when you're in trouble you don't desire anything at all.
Ned:I see.
Bill: It's impossible.
Ned: It's ironic.
Bill:It's a fucking tragedy is what it is, Ned.

é a certeza da vida.

preferidos:
1. a falta de naturalidade dos diálogos, falsos, perfeitos, teatrais.

2. a falta de naturalidade dos actores: rigidos, académicos, pouco humanos, movidos por uma vontade que não é a sua (a do realizador, intencionalmente óbvia ?).

3. a coreografia: os sitios, os objectos, as pessoas todos manipulados e maquinalmente orquestrados.


4. os sobrepostos e entecortados (a la godard). aparece-nos a voz antes da imagem.

5. a música ambiente: a assombrar, desconfortável. e a música que está na acção, no mesmo plano que os actores. yo la tengo, sonic youth.

6. o fim. sobretudo o fim. depois de ter encontrado o pai, bill volta para o que achava ser o sitio onde ia passar o resto da vida e a mulher com quem ia fazê-lo (é quase um regresso do heroi) mas no momento em que, à frente da casa pousa a cabeça no ombro da mulher, ouvimos a policia, que já o perseguia há algum tempo. "Don't move" - dizem eles quando o senhor sabia que tinha mais do que assentado.

quinta-feira, novembro 16, 2006

titulo para o povo: abram a pestana | título para a elite: despertares

eu aqui escreveria qualquer coisa como o importante é ter consciência de que a felicidade é um estado, como o do tempo. a maior parte das nossas frustrações vêm de acharmos que a felicidade é uma regra, uma constante. pois abram a pestana ou despertem (risque a errada).
é normal acordar triste, é normal não nos divertirmos, é normal os nossos dias serem uma seca. e pronto. aceitar é o caminho.
acho que o cabelo comprido me está a tornar meio mistica e meio seca. tenho a franja a toldar-me a vista.

segunda-feira, novembro 06, 2006

está a trovejar.

sexta-feira, novembro 03, 2006

ler o subterraneans do kerouac no metro e por trabalhar demasiado e fumar demasiado e me cansar mais do que acho que queria e devia lembrei-me disto



Quem é que vai escrever do homem dos prédios. Do herói que nasceu de uma manhã de fumo sem nenhuma força inata. O que ganhou o poder do betão de tantas vezes bater contra ele. O heroi que não tem nada mas que, por ter roubado todas as coisas, é invencível. O primeiro herói sem ninguém para salvar sem ser si mesmo, porque no fundo está sozinho. Quem é que vai escrever do último homem.

escrevam que eu compro o livro.

quarta-feira, outubro 18, 2006

a minha casa é linda

linda, linda, linda, linda e vale todos os sacrificios que ando a fazer. na rua do jardim do tabaco, a partir de janeiro. são bem vindos.

segunda-feira, outubro 09, 2006

foda-se

"On the material plane, this transit can be a time of great concern about finances or resources. You may also be worried about trying to borrow money or get financial backing from a bank", astro.com, 09 de outubro de 2006.
o meu horóscopo serve aqui um propósito maior, o de anunciar, sem key visuals, que entrei no processo de compra de casa, um belíssimo t2+1 na rua do jardim do tabaco. já houve sinal. vai haver contrato de compra e venda, há-de haver empréstimo, essa doença portuguesa, que mais cedo ou mais tarde se contrai. e eu vou contraí-la aos 24 anos. adivinham-se momentos de stress e de dieta. houve uma mudança agora mesmo no trabalho, venha outra na casota. assim que tiver a planta, envio-a aos mais artisticos, para que sugiram. para que saibam, estou a pensar papel de parede deep aubergine, para a sala de jantar e um adamascado pérola para o quarto. se souberem onde se vende barato, enviai-me e-mails. já sabem do meu mau gosto, aconselho a que digam spr que está lindo. ele há pessoas que precisam de ser enganadas nos gostos.
baci mille.

quarta-feira, outubro 04, 2006

goodbye is such a sweet sorrow (só entende quem passou por elas)

o último café sonolento da máquina mais sentimental do mundo. o último brief de público discutido num banquinho de madeira a equilibrar papeis nas pernas. ainda bem que está um dia cinzento e que pode vir a chover, é a última vez que estou a bloggar daqui, da rua das musas, da bbdo que sempre conheci.
não estou arrependida de ter virado as costas à psicologia e me ter aventurado para estas bandas do rio. em 2 anos aprendi a uma velocidade idêntica à de quando se tem dois anos e de repente já se fala e já se é gente. nunca me vou esquecer dos meus erros, têm o efeito de primazia dos primeiros. nem das caras, nem das festas.
ficam fotos do barracam. antes e depois dos caixotes.
clara e joão, bloguei primeiro que vocês.